DESIDENTIFICAÇÃO

“Se um pensamento está se movendo em sua mente, apenas observe isto – de repente, você vai ver que o pensamento está ali e você está aqui, e não tem mais nenhuma ponte. Não observe e você se torna identificado com o pensamento. Observe e você não é ele. A mente te possui porque você se esqueceu de como observar. Aprenda.

Olhando para uma rosa, apenas a observe; ou observe uma estrela, ou fique parado na beira de uma rua olhando as pessoas passar. E então, bem devagar, feche seus olhos e veja o tráfego interno se movendo – milhões de pensamentos, desejos, sonhos estão passando. Sempre é hora do rush. Simplesmente observe como alguém que está sentado à margem de um rio, observando-o fluir. Simplesmente observe e observando você se torna consciente de que você não é isto.

A mente existe por estar identificada com as coisas. Não mente significa estar desidentificado delas.

Não seja uma mente, na verdade você não é uma mente. Então, quem é você? Você é consciência, você é o observador, você é a testemunha, você é o puro observador, aquela qualidade de espelho que reflete tudo, mas que nunca se identifica com nada.

E lembre-se, eu não estou dizendo que você é consciente, eu estou dizendo que você é consciência: esta é a sua verdadeira identidade. O dia em que a pessoa percebe que ela é consciência, ela conhece o supremo, porque no momento em que ela sabe “eu sou consciência”, ela também sabe que tudo é consciência, apenas em planos diferentes.

A pedra é consciência da sua própria maneira, a árvore é consciência da sua própria maneira, e assim também os animais e as pessoas. Tudo é consciência à sua própria maneira; e consciência é como um diamante multifacetado.

No dia em que você souber “eu sou consciência”, você terá descoberto a verdade universal, você terá alcançado a realização.

Sócrates diz: “Homem, conheça-te a ti mesmo.” Este é o ensinamento de todos os Budas: conheça-te a ti mesmo. Como é que você vai fazer para conhecer-se a si mesmo? Se a sua mente fica muito ativa e está fazendo muito barulho em torno de você, você nunca vai ouvir a pequena e silenciosa voz que existe dentro de você.

Você tem que se desidentificar da mente. Gurdjieff costumava dizer “todo o meu ensinamento pode ser condensado em uma única palavra e esta palavra é desidentificação”. Ele está certo. Não apenas todo o seu pensamento, mas todo o ensinamento de todos os mestres pode ser condensado nesta única palavra: DESIDENTIFICAÇÃO.”

Osho

A mente sem pensamentos

Uma pessoa não se torna inativa quando ela se livra do ego. Tampouco se torna inativa quando se livra do pensamento. Ao se tornar livre do ego, apenas a ideia de “quem faz” desaparece. A ação é entregue ao todo e flui com total momentum. Um rio está fluindo sem nenhum ego. O vento sopra sem nenhum ego. As flores nascem sem nenhum ego. E da mesma maneira, tudo acontece de uma vida espontânea, sem ego – a diferença é que nenhuma sensação de quem faz o que existe dentro dela.
Por isso, quando eu disse hoje de manhã que o ego de Arjuna se tornou seu sofrimento e tortura constantes, não quer dizer que quando ele esquecer seu ego suas ações terminarão. E quando eu disse que o pensamento cria preocupações ao homem e se sua mente se tornar livre de pensamentos – se ela for além da preocupação – não quer dizer que uma mente sem pensamento não vai mais falar ou agir; ou que ela deixará de se expressar.
Não, não é assim. A mente sem pensamento se torna oca como uma flauta. As músicas passarão por ela, mas não serão as suas próprias músicas, mas sim as do divino. Os pensamentos surgirão dela, mas não os pensamentos dela (a mente), e sim do todo.
Uma mente assim se entregará ao todo. Ela só irá dizer o que o todo a fizer dizer. Só fará o que o todo lhe fizer. A essência interna do “eu” se desintegrará – e com sua desintegração, não haverá ansiedade, angústia.

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“Entregue tudo para o todo.
E veja: essa existência infinita segue perfeitamente.
A energia que cuida de milhões de estrelas
também pode cuidar de você.
Você não precisa carregar esse fardo na sua cabeça,
você pode confiar.
E basta algumas poucas experiências de confiança
e então você nunca mais será pego na velha armadilha de novo,
porque você irá saber que as coisas estão sendo bem cuidadas.
Você terá que criar um tipo diferente de espaço.
Um espaço diferente será necessário.
Tal espaço se chama confiança, entrega, relaxamento,
fé, amor, ou como quer que você queira chamá-lo.
Uma vez que esse espaço seja criado,
você começa a se movimentar num plano totalmente diferente.
Você entra numa nova dimensão:
é a dimensão sem morte,
é a dimensão sem medo.
E então você viverá totalmente,
audaciosamente, e qualquer coisa que você faça,
você estará totalmente nela, completamente nela.
Cada ato se tornará um caso de paixão e muito criativo,
não apenas nas coisas que você cria do lado de fora,
mas em alguma coisa que integra você também internamente.”

Osho

 

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SEJA CORAJOSO E BUSQUE O SEU CAMINHO

Você precisará buscar o seu próprio caminho. É difícil buscá-lo; muitos erros são possíveis. Mas nada se obtém sem erros; portanto, seja suficientemente corajoso para errar. Você poderá enveredar-se por caminhos errados, mas é preferível andar por caminhos errados do que permanecer absolutamente parado, pois pelo menos você aprenderá a caminhar, aprenderá o que é um caminho errado. Isso também é bom, pois a exclusão será útil. Você andará por um caminho e descobrirá o que está errado. Andará por outro caminho e descobrirá o que está errado. Desse modo, sabendo o que está errado, você chegará a compreender o que está certo.

Portanto, não tenha medo de errar, de percorrer caminhos errados. Aqueles que têm muito medo de cometer erros e de percorrer caminhos errados ficam paralisados. Permanecem onde estão; jamais se movem.

Seja corajoso e busque o seu caminho. Jamais imite o caminho de alguém. A imitação não o levará à liberdade. Não se trata de seguir um caminho ou outro; trata-se de buscar. Seja um buscador e não um seguidor. E conheça bem a diferença.

OSHO

VOCÊ É UMA PARTE DO TODO COMO UMA ONDA

Destrua todo sentimento de separação

A mente pensa em termos de separação, divisão, análise. Por intermédio da mente, a vida se fragmenta. A vida, em si mesma, não é dividida; a vida, em si mesma, é uma unidade. A vida, em si mesma, permanece indivisível, mas a mente pensa em termos de fragmentos; portanto, tudo o que a mente afirma, com certeza é falso. Aquela árvore, o céu lá no alto, a Terra, você e todas as coisas estão numa profunda unidade. A árvore parece estar separada de você, mas não está; não pode estar. O Sol está muito distante, mas você não pode existir aqui se o Sol morrer. Imediatamente, você cessará de existir aqui. Sem o Sol ali – a cem milhões de milhas de distância -, você não pode existir aqui. Se o Sol deixasse de existir, nunca seríamos capazes de saber que ele não mais existiria, pois não haveria ninguém para saber. Somos parte de seus raios.

Todo o universo é uma unidade cósmica. Você não está isolado; não é como uma ilha. Você está ligado; está enraizado no oceano da existência, como uma onda.

A menos que isso seja sentido profundamente, ninguém poderá entrar em samadhi, ninguém poderá entrar no êxtase total da existência; pois se você se considera separado, não pode se fundir; se você se considera separado, não pode se entregar. Se você pensa que não está separado, a entrega torna-se fácil; ela acontece. Se sentir que é um com a vida, pode confiar nela. Então não haverá medo. Você poderá morrer nela, alegremente, extaticamente. Então não haverá morte.

O medo da morte surge porque você pensa que está separado. Então você começa a lutar, começa a se proteger. Começa a se ver como um inimigo, em conflito. Você pensa em termos de conquistar, de ser vitorioso. Mas então será derrotado; sua derrota é certa.

Você é uma parte do todo, mas continua a lutar com o todo. É por isso que, por toda parte, você observa que todo mundo é um fracasso: derrotados, frustrados. (…)
Por que isso ocorre? Porque você não está separado do todo. Considero irreligioso o homem que pensa que está separado da vida, e considero religioso o homem que sabe que é uma parte orgânica da vida. Digo uma parte orgânica, não uma parte mecânica, pois a parte mecânica pode ser arrancada; a parte orgânica não pode ser extirpada. Ela não é realmente uma parte – está em profunda unidade com o todo.

A partir do momento em que você compreende isso, não há mais medo. Desde que você aceite e se torne consciente da profunda unidade, a unidade orgânica, oceânica, aceitará todas as coisas. Você saberá que tudo é um, que a existência é uma. Ela se manifesta em diferentes formas, em milhões de formas, mas só as formas são diferentes. A substância, a essência, permanece uma.

Se você temer a morte, temerá também a meditação. Mas se amar a meditação, não temerá a morte. Se entrar na meditação, sem temor, sem medo, tornar-se-á imortal, pois não haverá mais nenhuma morte para você. Você já estará morto, portanto, como poderá morrer novamente? Aquele que entra em meditação, já morreu. Agora você não pode morrer novamente; a morte não pode destruí-lo. Você já se rendeu; você não é mais. A morte entrará numa casa vazia. Você não será encontrado nela.

Apenas o ego morre, não você. Sua vida é eterna, mas o ego é transitório. O ego é somente um fenômeno criado, formado. Você o criou. Ele é necessário, tem alguma utilidade. Na sociedade, você precisa de um ego; mas na vida, na existência, esse mesmo ego torna-se uma barreira.

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Sannyas significa ir além da sociedade, pois quer dizer entregar o ego. Na sociedade, o ego é necessário. Você precisa ter um ponto de referência para indicar quem você é. No sannyas esse ponto de referência não é necessário. Não há necessidade de dizer quem você é; você pode simplesmente ser. Você é, isso é tudo. Não há necessidade de contar a ninguém quem você é. Esse “quem” é uma necessidade social. A existência nunca lhe pergunta quem você é.

Quando você abandona o ego, está pronto a tornar-se um com o todo. Há, na verdade, duas maneiras de se dizer a mesma coisa: ou se concebe toda a existência como uma, ou se concebe que não há nenhum ego em você. É a mesma coisa, o resultado será o mesmo. Você virá para uma unidade oceânica. E essa unidade, uma vez conhecida, nunca mais será perdida.

Destrua todo sentimento de separação. Torne-se apenas uma gota – uma gota de água que caiu no oceano e tornou-se uma com ele. E não tema a morte, porque, na verdade, não há morte para você. Aquele que teme é um fenômeno falso, uma entidade falsa – uma entidade criada pelo sentimento de separação. Em meditação, lembre-se, você está retornando à fonte, saltando para a fonte. Está se movendo do ego para uma existência sem ego.

Na meditação, esteja pronto para morrer. Se você puder morrer em meditação, obterá a vida eterna. Tornar-se-á imortal.

OSHO – A Nova Alquimia

RESPIRANDO AMOR

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Você morrerá se ficar segurando sua respiração, ficará sufocado e sem vitalidade. O mesmo acontece com o amor. Ele precisa ser renovado a cada momento.

Sempre que alguém se apaixona é como se parasse de respirar, a vida vai perdendo o significado para essas pessoas: a mente se torna tão dominadora que passa a controlar até mesmo o coração, que fica possessivo por influência da mente.

Lembre-se de amar a existência e deixar que seu amor seja como a respiração. Inspire e expire, permita que o amor entre e saia de seus pulmões. Aos poucos, a cada respiração, você vai criando a mágica do amor. Aos poucos, a cada respiração você vai criando a mágica do amor.

Esta será a sua meditação: quando expirar, sinta-se espalhando seu amor pela existência: quando inspirar é a existência que derrama seu amor em você.

Com a repetição, você perceberá que a qualidade de sua respiração ficará completamente diferente de tudo que você jamais conheceu. É por isso que na India, nós a chamamos de prana, “vida”, e não apenas de respiração. Não se trata somente de oxigênio, é algo mais: a verdadeira essência da vida, o eu divino. Se nós a convidarmos a entrar ela virá, lentamente, junto com a respiração.

Sentado , em silêncio, respirando amor, você se surpreenderá ao sentir uma espécie de dança interna.”

OSHO

O amor não precisa de nenhuma referência – eis a beleza do amor e a liberdade do amor. O ódio é uma servidão. O ódio é aprisionamento – imposto a você por você mesmo…

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Ame, e esta terra se torna o paraíso novamente. E a imensa beleza do amor é que ele não tem nenhuma referência. O amor surge de você absolutamente sem nenhuma razão. Trata-se da felicidade saindo pelos poros, trata-se do seu compartilhar a partir do seu coração. É o compartilhar da canção do seu ser. E o compartilhar é uma alegria tão grande – por isso você compartilha! Compartilha por compartilhar, sem nenhum outro motivo.

OSHO

CRIATIVIDADE: a energia transbordante

”Quando você não compara, quando não compete, quando não é ambicioso, quando não quer ser alguém que não é, acumula muita energia — porque toda essa energia que estava sendo gasta na competição e no conflito não é mais desperdiçada. Você passa a ser um reservatório. Dessa energia vem a criatividade. A criatividade não tem nada a ver com competição, ela tem a ver com energia transbordante. William Blake está certo ao dizer: “Energia é a eterna alegria.” Quando você transborda de energia, fica incandescente e chamejante de tanta energia, a própria energia vira criatividade. Você começa a crescer, mas agora esse crescimento tem uma conotação completamente diferente. Ela não tem objetivo algum — tem uma fonte, mas não um objetivo. Agora você não está pensando em quem vai ser, não está perseguindo um certo objetivo, um certo plano. Você é como um grande rio que, por meio de sua força impetuosa, chega ao oceano.

Nenhum rio está em busca do oceano, mas os rios chegam ao oceano. E nenhum rio compete com os outros, mas todos chegam ao oceano. Os rios chegam ao oceano graças à água transbordante. Essa mesma energia é suficiente para levá-lo ao oceano. Você pode se tornar um oceano de criatividade se estiver satisfeito. Assim, a criatividade brota em você, cresce em você — não por um ideal, mas só porque você tem mais do que o suficiente e precisa compartilhá-la. Precisa cantar uma canção, porque o coração está tão repleto e transbordante que você tem que vertê-lo em
canções. Não pode conter a energia, por isso o transbordamento acontece. Esse transbordamento é a criatividade”.

Osho em “Faça seu coração vibrar”.

Meditação e inocência

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“Meditação significa entrar na sua imortalidade, entrar na sua eternidade, entrar na sua divindade. E a criança é a pessoa mais qualificada porque ela ainda é inocente.
A Inocência tem que ser apoiada, protegida – porque a criança trouxe com ela o maior tesouro, o tesouro que os sábios encontram depois de esforços árduos. Os sábios têm dito que se tornaram crianças novamente, que eles renasceram...
Sempre que você perceber que perdeu a oportunidade da vida, o primeiro princípio a ser trazido de volta é a inocência. Abandone o seu conhecimento, esqueça as suas escrituras, esqueça suas religiões, suas teologias, suas filosofias. Nasça novamente, torne-se inocente – e a possibilidade está em suas mãos. Limpe a sua mente de todo conhecimento que não foi descoberto por você mesmo, de todo conhecimento que foi tomado emprestado dos outros, tudo o que veio pela tradição, convenção, tudo o que lhe foi dado pelos outros – pais, professores, universidades. Simplesmente desfaça-se disso. Novamente seja simples, mais uma vez seja uma criança. E esse milagre é possível pela meditação. A meditação lhe traz sensibilidade, uma grande sensação de pertencer ao mundo. Nós pertencemos intrinsecamente à existência. Nós somos parte dela, nós somos o coração dela”.

A vida está além do seu controle

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“A vida está além do seu controle.
Você pode desfrutá-la, mas não pode controlá-la.
Você pode vivê-la, mas não pode controlá-la.
Você pode dançá-la, mas não pode controlá-la.
Normalmente dizemos que respiramos, e isso não é verdadeiro – a vida respira por nós. Mas continuamos a nos considerar agentes, e isso cria o problema. Quando você fica controlado, excessivamente controlado, não permite que a vida lhe aconteça. Você impõe demasiadas condições, e a vida não pode satisfazer nenhuma.
A vida lhe acontece somente quando você a aceita incondicionalmente e está disposto a dar-lhe as boas-vindas, não importa a forma que ela tome.
Mas uma pessoa muito controlada está sempre querendo que a vida chegue até uma certa forma, está sempre pedindo que ela satisfaça certas condições – e a vida não se importa; ela simplesmente não leva em conta pessoas como essa.
Esse lindo texto é lindo, se lido. Uma pequena obra prima se vivido.
Quanto mais cedo você quebrar o confinamento do controle, melhor, porque todo controle é da mente. E você é maior do que a mente.
Uma pequena parte está tentando dominar, tentando dar ordens. A vida segue em frente, você é deixado para trás e fica frustrado.
A lógica da mente é tal que diz: “Olhe, você não controlou bem e por isso perdeu; controle mais.”
A verdade é justamente o oposto: as pessoas perdem muitas coisas devido ao exagerado controle.
Seja como um rio selvagem e muito do que você nem pode sonhar, nem pode imaginar, nem pode esperar, está disponível logo ali, ao seu alcance.
Mas abra as mãos; não continue vivendo a vida com mãos fechadas, porque essa é a vida de controle. Viva a vida com as mãos abertas. Todo o céu está disponível; não se contente com menos.”

 

Osho em ”Pepitas de Ouro”


 

O Agora é o eterno momento

16311d2fe490b7b9a7d73b21c7cd29e3.gif”Normalmente, você encontra a palavra “permanente” nos dicionários como se ela fosse sinônimo de “eterno”. Mas não é. O eterno é sempre momentâneo. Olhe o botão de rosa outra vez. De manhã ele está ali, à noite não está mais. Foi momentâneo. Mas ele surgirá novamente — amanhã pela manhã outra rosa estará ali. Ela sempre ressurgirá. O eterno emerge por meio do momentâneo, o eterno olha por meio do momentâneo. Uma flor se vai, outra vem. Na verdade, aquela que se vai apenas dá espaço para a outra. A beleza é eterna. A “rosidade” é eterna. As rosas vêm e vão; a “rosidade” é eterna. Viva no momentâneo. E viva no momentâneo sem desejar o permanente. Do contrário, você perderá o eterno. Viva no momento com tamanha intensidade e plenitude que esquecerá o permanente. O permanente é uma projeção no futuro. O permanente é seu desejo. Ele não tem nada a ver com a realidade. O eterno é a profundidade do momentâneo — o eterno está no momento. O permanente é horizontal, linear. O eterno é vertical. Alguém está nadando na superfície de um rio profundo — é assim que é o permanente. E alguém mergulha nas profundezas do rio — eis o eterno. Mergulhe fundo no momento e você tocará o eterno. Olhe a rosa. Sim, essa rosa é momentânea. Mas olhe mais fundo, mergulhe fundo e, de repente, você verá que oculta por trás da rosa está a “rosidade”. Oculta atrás dessa momentânea rosa está a beleza eterna, divina. As flores vêm e vão — o florescer permanece. As rosas vêm e vão — a “rosidade” permanece. Os amantes vêm e vão — o amor permanece”.

 

“Perceba que mente significa palavras, o ser significa silêncio… A mente não é nada além de palavras que você acumulou. O silêncio é aquilo que sempre esteve com você.”  Osho

 

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