Responsabilidade

“Sempre que você acha que alguém está com raiva ou que alguém colidiu com você, você acha que o outro é responsável. Esse é o modo como a ignorância conclui, interpreta. A ignorância sempre diz: “O outro é responsável.” A sabedoria diz: “Se alguém é responsável, então eu sou responsável. E a única maneira de não colidir é não ser.”

OSHO em O Barco Vazio”


Quando você começa a ficar responsável em relação a si mesmo, começa a abandonar suas máscaras. Os outros começam a se sentir perturbados, porque eles sempre tiveram expectativas e você satisfazia essas exigências. Agora eles sentem que você está ficando irresponsável.

Quando os outros dizem que você está sendo irresponsável, estão simplesmente dizendo que você está saindo do controle deles. Você está ficando mais livre. Para condenar o seu comportamento, eles o chamam de irresponsável.

Na verdade, sua liberdade está crescendo e você está se tornando responsável. Responsabilidade significa a habilidade de responder. Ela não é uma obrigação que precisa ser satisfeita no sentido comum. Ela é capacidade de responder, sensibilidade.

Porém, quanto mais sensível você se tornar, mais descobrirá que muitas pessoas acham que você está ficando irresponsável – e você precisa aceitar isso -, porque os interesses delas, os investimentos delas não serão satisfeitos. Muitas vezes você não satisfará as suas expectativas, mas ninguém está aqui para satisfazer as expectativas dos outros.

A responsabilidade básica é para com você mesmo. Assim, um meditador primeiro se torna muito egoísta. Porém, mais tarde, quando ele ficar mais centrado, mais enraizado em seu próprio ser, a energia começará a transbordar. Mas isso não é uma obrigação, não é que a pessoa precise fazê-lo. Ela adora fazê-lo; trata-se de um compartilhar.


É VOCÊ QUE ESCOLHE O QUE VIVENCIA

“Você se transforma no que for que sinta. A responsabilidade é sua. Se você está se sentindo miserável, é obra sua.
Este é o significado quando dizemos na India: “É o seu próprio carma.” ‘Carma’ significa sua própria ação. É o que você faz para si mesmo.

E uma vez que você compreende que é você quem o faz, você pode abandoná-lo. Depende de você. Ninguém o está forçando a sentir-se desse modo. A escolha é sua. Você é que escolheu assim. Talvez inconscientemente, talvez por razões sutis, que na hora, lhe pareceram boas, mas que depois se revelaram amargas; de qualquer modo foi você quem escolheu.

É duro quando é dito que foi você quem escolheu sua miséria, porque o consolo de que é outra pessoa quem a está criando lhe é tirado; nem mesmo isto lhe é permitido.

Mas se você compreender, isso será uma grande liberdade. Então, dependerá de você. Se você quiser conservar sua miséria, a conservará. Se quiser abandoná-la, não será forçado a conservá-la nem por um único momento.”


 

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