Cada indivíduo é uma consciência autêntica

“Cada indivíduo é uma consciência autêntica, mas no momento em que se torna parte da multidão, ele perde a sua consciência e é dominado pelo inconsciente coletivo.
Todo o esforço dos “sistemas de poder” tem sido o de converter cada indivíduo em uma peça de engrenagem, em uma parte morta de uma multidão morta. Quanto mais inconsciente ele é, e quanto mais o seu comportamento é dominado pela coletividade, menos perigoso ele se toma. Na verdade, ele se toma quase inofensivo. Ele não pode destruir nem mesmo sua própria escravidão. Ele começa a glorificar sua própria escravidão, sonhando estar livre.
Toda criança nasce como um indivíduo, mas raramente um homem morre como um indivíduo.
Um homem, vivendo de acordo com a multidão, parou de viver. Ele está simplesmente seguindo a multidão como um robô.
O homem perde tão facilmente sua pequena consciência no oceano coletivo da inconsciência. Essa é a causa de todas as guerras, de todos os motins, de todas as cruzadas, de todos os assassinatos.
Daí minha ênfase na meditação para que as pessoas possam desfrutar a solidão, que possam respeitar a si mesmas sem pertencerem a qualquer multidão, que não se deixem levar por recompensas, honrarias, respeitabilidade e prestígio algum que a sociedade possa lhes dar. A sua honra, o seu prestígio e o seu poder estão dentro de seus próprios seres – na sua liberdade, no seu silêncio, no seu amor, na sua ação criativa – e não em sua reação. O que os outros fazem não pode determinar o que você faz”.

Osho

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