“EU SOU UMA NUVEM BRANCA”

“Não estou relacionado com as nuvens brancas de modo algum
– eu sou uma nuvem branca.
E gostaria que vocês também fossem nuvens brancas,
sem relacionamentos.
Chega de relacionamentos
– você já sofreu o suficiente.
Por muitas e muitas vidas,
tem se relacionado com isto ou aquilo.
E já sofreu o suficiente, mais do que suficiente.
Já sofreu mais do que merece.
E o sofrimento tem sido centrado
nesse falso conceito de relacionamento.
Este conceito está errado:
você tem que ser você mesmo e estar relacionado.
Com ele, há tensão, conflito, violência, agressão,
e o inferno todo vem.
Sartre disse em algum lugar:o inferno é o outro.
Mas, na verdade, o outro não é o inferno
– o outro só é o outro porque você é o ego.
Quando você não é mais, o outro desaparece.
E sempre que isto acontece
– entre um homem e uma árvore,
entre um homem e uma nuvem,
entre um homem e uma mulher,
ou entre um homem e uma pedra
– sempre que acontece de você não ser,
o inferno desaparece.
De repente, você é transfigurado
– entra no paraíso.

TRANSFORMANDO-SE EM NUVENS BRANCAS

Encontre momentos em que você não seja.
E estes serão os momentos
em que será pela primeira vez de fato.
Assim, sou uma nuvem branca,
e todo o meu esforço
é para torná-los nuvens brancas também,
vagueando pelo céu.
Sem lugar para onde ir, sem lugar de onde vir.
Apenas presentes no momento – perfeitos.
Não lhes ensino qualquer ideal.
Não lhes ensino qualquer dever.
Não lhes digo para serem isto ou aquilo.
Todo meu ensinamento resume-se nisto:
haja o que houver, aceite tudo tão totalmente
que nada sobre para ser obtido.
E vocês se transformarão em nuvens brancas”.

OSHO em “O Caminho das Nuvens Brancas”.

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